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segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Governo de Mato Grosso prepara projeto para desburocratizar microempresas


09/11/2015
O objetivo é tornar o segmento mais competitivo, gerar emprego e reduzir a informalidade
Maria Angélica Oliveira
Maria Anffe/GcomMT

Maria Anffe/GcomMT

O governo de Mato Grosso vai apresentar à Assembleia Legislativa um projeto de lei para criar o Estatuto das Micro e Pequenas Empresas, um avanço para o Estado na questão da reforma tributária. O objetivo é tornar o segmento mais competitivo, gerar emprego e reduzir a informalidade.
O secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, se reuniu com os secretários Paulo Brustolin, da Fazenda, e Seneri Paludo, de Desenvolvimento Econômico, na quinta-feira (5.11) para receber um anteprojeto elaborado pela Câmara Setorial Temática da Reforma Tributária, instalada na Assembleia Legislativa.
O material recebeu o apoio do Governo e será incorporado aos estudos já em andamento na Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec).
“Não faremos uma reforma tributária na calada da noite. A reforma tributária será feita com transparência, sem pegadinhas e ouvindo a todos”, garantiu o secretário-chefe da Casa Civil.
Paulo Taques sugeriu ainda que o deputado Oscar Bezerra seja o relator do projeto a ser apresentado pelo governo. Foi o parlamentar quem propôs a criação do grupo de estudos no Legislativo.
Participaram da reunião representantes da Federação do Comércio do Estado de Mato Grosso, Conselho Regional de Contabilidade, Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas, Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e Ordem dos Advogados do Brasil.
A base do anteprojeto é estabelecer tratamento jurídico diferenciado para o pequeno empresário. Entre os principais pontos estão: simplificar a abertura de empresas, aderir ao Simples Nacional e priorizar a microempresa na aquisição de bens e serviços por parte do Poder Público.
Reforma tributária em MT
O secretário de Desenvolvimento Econômico anunciou que em breve será assinado um contrato com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) para preparar o projeto da reforma tributária. Um dos pontos que a entidade deverá analisar será a criação de uma alíquota progressiva e a aplicação do teto real do Simples.
Atualmente, é comum que empresários cancelem suas empresas para abrir outras e, assim, fugir do Fisco. “Quando chega no teto, já tem outra empresa pronta para trabalhar”, explicou o deputado Oscar Bezerra.
Com as alterações, o limite de receita bruta anual para recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) passaria de R$ 1,8 milhão para R$ 2,52 milhões. A mudança deve afetar a arrecadação estadual.
“Isso já significa um impacto, num primeiro momento, de R$ 140 milhões no caixa do governo. Depois, a economia cresce e o custo se dilui”, ponderou Seneri Paludo.
Paulo Brustolin também acredita que, apesar de eventuais perdas, os efeitos da reforma serão positivos. “Projetos como esse podem trazer empresários para a legalidade e atuar como política anticíclica para o momento econômico.”
Para o secretário de Fazenda, o Estado também precisa rever incentivos fiscais. De acordo com ele, cinco cidades de Mato Grosso concentram 85% desses benefícios e, muitas vezes, em setores com pouca participação na economia regional.

Presidente do Sebrae propõe mobilização nacional para defesa do Simples


09/11/2015
No 16o. Congresso da Facesp, o ex-ministro expõe pressões da Receita contra projeto que garante transição gradual do regime do Simples para o de Lucro Presumido
Renato Carbonari Ibelli
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Guilherme Afif Domingos, ex-ministro da extinta Secretaria da Micro e Pequena Empresa disse que dará continuidade a todos os projetos que encabeçava no governo federal na sua nova função, como presidente do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoia às Micro e Pequenas Empresas).
Afif participou nesta sexta-feira, (06/11), do 16° Congresso da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp). “O ministério foi extinto por causa da reforma administrativa. Foi a contragosto da presidente Dilma. Mas assumo o Sebrae para dar andamento aos projetos que tocava no governo”, afirmou Afif, que assumiu a presidência do Sebrae há cerca de um mês.
Sua passagem como ministro foi pontuada por atritos com a Receita Federal devido à tentativa de reformular as tabelas do Simples Nacional.
Hoje, à medida que as empresas do Simples aumentam o faturamento, escalam essa tabela. Ao atingirem o limite de R$ 3,6 milhões anuais, teto atual do regime, precisam migrar para o Lucro Presumido. O resultado é que acabam bem mais tributadas.
Afif propõe uma transição gradual, sem grandes saltos entre um regime e outro. A proposta foi aprovada na Câmara dos Deputados e agora aguarda votação do Senado.
Segundo o ex-ministro, a Receita tem feito pressão para a não aprovação do projeto alegando que a mudança implicaria em perda de arrecadação.
A proposta está sendo analisada pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, tendo como relatora a senadora Marta Suplicy (PMDB-SP). “Soube que a Receita tem pressionado a senadora Marta para que ela não aprove o projeto”, comentou Afif durante o Congresso da Facesp.
Ele conclamou os empresários presentes ao encontro a se mobilizarem pela aprovação da proposta.
Em seguida voltou a criticar a Receita Federal pela maneira como conduziu a inclusão dos empregadores domésticos no eSocial – sistema que irá armazenar dados trabalhistas e previdenciários de todos os trabalhadores.
“Estão chamando de Simples doméstico, mas de simples não tem nada. Na realidade estão obrigando os empregadores a realizarem um senso demográfico dos trabalhadores domésticos”, disse.
Afif apontou suas prioridades, além da aprovação das tabelas progressivas do Simples, da sua gestão à frente do Sebrae. Entre eles está o programa Bem Mais Simples, iniciado enquanto esteve no governo federal.
Esse programa busca desburocratizar os procedimentos para pessoa física e jurídica reduzindo o número de órgãos envolvidos no trato com o contribuinte e também o número de procedimentos aos quais ele está sujeito.
Também destacou a criação da Empresa Simples de Crédito (ESC), proposta que amplia o Simples Nacional, permitindo que micro e pequenas empresas possam realizar empréstimos e financiamentos para pessoas jurídicas. O Projeto de Lei Complementar que cria a ESC foi aprovado na Câmara dos Deputados.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Sebrae defende que pequenos negócios tenham mais acesso ao crédito


04/11/15
Presidente do Sebrae participou da abertura do Fórum de Cidadania Financeira promovido pela instituição e o Banco Central
Vinícius Tavares
Presidente Afif na abertura do Fórum de Cidadania Financeira
Presidente Afif na abertura do Fórum de Cidadania Financeira

Brasília – O presidente do Sebrae Nacional, Guilherme Afif Domingos, defendeu mais acesso ao crédito para as micro e pequenas empresas durante a abertura do Fórum de Cidadania Financeira, nesta quarta-feira (4), em Brasília. O evento está sendo promovido pelo Banco Central (Bacen), em parceria com o Sebrae, até quinta-feira (5). De acordo com o dirigente, seu grande desafio é colocar a instituição na liderança das políticas públicas voltadas ao empreendedor.
“O sistema financeiro nacional é muito concentrado nas médias e grandes empresas. O crédito ainda é voltado a serviços financeiros para pessoas físicas e consumo. Mas, quando a gente fala em financiar a produção, temos um longo caminho pela frente, pois as instituições são grandes demais para atender o pequeno produtor. O papel do Sebrae é entrar mais firme nessa batalha”, destacou.
Afif apresentou uma pesquisa feita pelo Sebrae em 2015, segundo a qual apenas 17% das microempresas tomaram empréstimo, enquanto 24% das empresas de pequeno porte contraíram crédito. Segundo o levantamento, os fornecedores são os principais financiadores de 72% das microempresas e de 76% das empreendimentos de pequeno porte.
O cheque pré-datado é usado por 51% das microempresas e 57% dos negócios de pequeno porte. Ainda conforme a pesquisa, possuem conta bancária 84% dos donos de microempresa e 89% dos proprietários de pequenas empresas. Em 2015, o valor médio de empréstimo solicitado foi de R$ 36 mil por microempresa e de R$ 56 mil por empresa de pequeno porte.
O presidente recém-eleito do Sebrae reforçou a importância dos pequenos negócios na manutenção de empregos. “Enquanto as médias e grandes desempregaram 800 mil pessoas de janeiro a novembro, as micro e pequenas empresas ainda sustentam saldo positivo de 109 mil vagas”, frisou.
Desde 2000, Sebrae e Bacen já promoveram 16 eventos conjuntos, com destaque para os seminários de microfinanças e os fóruns de inclusão financeira. Até este mês, o Sebrae já capacitou 500 mil pessoas em educação financeira.
Mais informações:
Assessoria de Imprensa Sebrae
(61) 3243-7851
(61) 3243-7852
(61) 2104-2768
(61) 2104-2770

Microempreendedor individual é qualificado, quer crescer e tem visão empresarial


05/11/2015
Pesquisa do Sebrae mostra que 80% dos MEI utilizam algum tipo de financiamento, mas somente 40% obtiveram empréstimo
Redação ASN
Pesquisa do Sebrae mostra que MEI tem boa escolaridade
Pesquisa do Sebrae mostra que MEI tem boa escolaridade

Brasília – O número de microempreendedores individuais vem crescendo rapidamente. Com perfil heterogêneo, mas cada vez mais qualificado, a maior parte dos MEI deseja crescer e possui visão empresarial. Essas são as principais conclusões da pesquisa “Perfil do Microempreendedor Individual”, que também foi apresentada no Fórum de Cidadania Financeira, realizado pelo Banco Central em parceria com o Sebrae em Brasília.
Segundo dados da pesquisa, os MEI atuam principalmente nas áreas de comércio (38%) e serviços (37%) e possuem entre 31 e 40 anos (33%). Concentrados na alta classe média (27%) e baixa classe alta (25%), eles também têm boa escolaridade: 20% possuem ensino superior completo ou mais; 42% ensino médio ou técnico completo e 38% até médio ou técnico incompleto. A maior parte deles (63%) buscou a formalização por considerá-la boa para seu negócio, e 77% dizem querer crescer e se tornar microempresa.
Mas isso não acontece por falta de interesse dos MEI, pois eles são muito ativos na demanda de crédito não bancário. Segundo o levantamento do Sebrae, 80% dos MEI utilizam hoje algum tipo de financiamento (cheques pré-datados, negociação com fornecedores ou outro tipo de transação). Porém, somente 40% obtiveram empréstimo em bancos nos últimos cinco anos e apenas 20% recorreram a esse expediente em 2015 – e 10% foram bem sucedidos em obter recursos.
Os MEI, aponta a pesquisa do Sebrae, se inserem frequentemente como pessoa física no sistema financeiro. Comparados com as pequenas empresas, os microempreendedores individuais são os que proporcionalmente mais fizeram empréstimos em bancos em nome da pessoa física nos últimos cinco anos. Entre os que contraíram empréstimo em banco, o percentual é de 46% entre os MEI, 17% nos microempresários e 8% dos empresários de pequeno porte.

Mais informações:

Agência Sebrae de Notícias
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terça-feira, 27 de outubro de 2015

Suspenso concurso de artigos sobre casos de sucesso de ADs

27/10/15
Decisão anunciada nesta terça-feira em nota visa ajustar a metodologia da seleção dos trabalhos apresentados pelos Agentes de Desenvolvimento
Portal do Desenvolvimento Local
A Comissão Organizadora informou que as inscrições efetivadas continuam válidas
Novas informações serão divulgadas oportunamente
Brasília – Está temporariamente suspenso o Concurso de Artigos sobre Casos de Sucesso na Atuação dos Agentes de Desenvolvimento,  cujas inscrições estavam abertas em link do Portal do Desenvolvimento Local.  
Nota com esse aviso foi divulgada pela Comissão Organizadora do concurso, nesta terça-feira, dia 27. O teor é o seguinte teor:
“Prezado Agente de Desenvolvimento,
Informamos que o concurso de artigos foi suspenso por conta da necessidade de ajustes na metodologia do certame. As inscrições já realizadas permanecem válidas. Assim que a questão estiver resolvida, informaremos a todos por meio deste canal.
Agradecemos a compreensão,
Comissão Organizadora”
Criado para estimular a produção e divulgação de experiências e projetos dos ADs, o concurso é promovido pelo Sebrae Nacional em parceria com a a Confederação Nacional de Municípios (CNM). Oportunamente, novas informações serão divulgadas sobre a retomada do concurso.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Prorrogadas as inscrições à II Maratona de Negócios Públicos


Foi prorrogado em uma semana o prazo para atender solicitações manifestadas por Agentes de Desenvolvimento de vários pontos do País que estão interessados em participar da capacitação e premiação a serem realizadas no IV Encontro Nacional de Agentes de Desenvolvimento, que acontecerá em novembro na cidade de Cuiabá, Mato Grosso

Portal do Desenvolvimento Local

Aildo Biserra, vencedor da I Maratona de Negócios Públicos: "Caminhamos bastante". / Foto: Sebrae
Aildo Biserra, vencedor da I Maratona de Negócios Públicos: “Caminhamos bastante”. / Foto: Sebrae

Brasília – Estão prorrogadas as  inscrições de Agentes de Desenvolvimento de todo o País à II Maratona de Negócios Públicos Sebrae.  O novo prazo foi dilatado em uma semana até o dia 1º de novembro, após o encerramento do primeiro prazo, nesse domingo, dia 25.
A reabertura das inscrições foi adotada para atender solicitações manifestadas de vários pontos do País por profissionais que estão interessados em participar da capacitação e premiação a serem realizadas no IV Encontro Nacional de Agentes de Desenvolvimento, que acontecerá de 17 a 19 de novembro na cidade de Cuiabá, Mato Grosso.
As inscrições podem ser feitas pelo link http://www.portaldodesenvolvimento.org.br/maratona/formulario.php.
Deverão ser inscritos projetos novadores inéditos para participar da II Maratona, que será realizada em Cuiabá (MT), de 17 a 19 de novembro de 2015.
A cerimônia de premiação acontecerá no dia 19, a partir das 18h, no encerramento do IV Encontro Nacional de Agentes de Desenvolvimento, os chamados ADs. Serão eleitos três projetos vencedores apresentados exclusivamente por ADs.
Em abas ao lado desse link, onde estão também o regulamento, o modelo de projeto o concurso e os finalistas do primeiro evento.
Os vencedores receberão, entre outros, os seguintes prêmios: consultoria de até 60 horas para implementação do projeto; certificado de premiação; e inserção dos projetos vencedores em publicação do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e da Confederação Nacional de Municípios (CNM).
A Maratona não é uma premiação pura e simples, mas principalmente um evento de capacitação presencial. Funciona da seguinte forma: 1) ADs de todo o Brasil enviam projetos; 2) 21 são selecionados; 3) Durante dois dias, esses 21 recebem assessoria de tutores e consultores para aperfeiçoar os projetos;  4)  Ao final do segundo dia, são selecionados seis finalistas, que defendem seus projetos diante de uma banca de especialistas;  5)  A banca escolhe os três vencedores.
“É uma capacitação intensiva em elaboração e aceleração de projetos, combinada com uma competição para estimular um ambiente de pressão”, explica o coordenador dos ADs, Pedro Valadares, da Unidade de Políticas Públicas e Desenvolvimento Territorial do Sebrae Nacional (UPPDT).
Para entender melhor a proposta da Maratona, veja um vídeo explicativo, clicando aqui.
Prêmios
No link www.portaldodesenvolvimento.org.br/maratona, além das inscrições, estão também o regulamento, o modelo de projeto o concurso e os finalistas do primeiro evento.
Os vencedores receberão, entre outros, os seguintes prêmios: consultoria de até 60 horas para implementação do projeto; certificado de premiação; e inserção dos projetos vencedores em publicação do Sebrae e da Confederação Nacional de Municípios (CNM).
A missão dos ADs
A Maratona de Negócios Públicos é voltada para os ADs, que são servidores municipais cuja missão é estimular ações públicas de apoio aos empreendedores individuais e às micro e pequenas empresas.
Os ADs foram criados pela  Lei Complementar Federal 128/2008, que marca um dos aperfeiçoamentos da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas editada pelo governo federal em dezembro de 2006.
Condições
Cada participante poderá enviar somente um projeto. Os projetos deverão ser inéditos e não poderão estar em fase de implementação ou já implementados.
Segundo o regulamento, serão aceitos participantes que atendam integralmente às seguintes condições:
  • Estar legalmente nomeado para a função de Agente de Desenvolvimento, por meio de portaria, decreto ou outro ato legal, há pelo menos 1 ano;
  • Ter a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas implementada no município;
  • Possuir plano de trabalho com foco na implementação da Lei Geral, inserido no Sistema de Monitoramento da Implementação da Lei Geral nos municípios.
Vencedores de 2014
Com o título “Reestruturação do Cecora – Uma Alternativa para o Desenvolvimento dos Pequenos Negócios”, projeto de Arcoverde (PE), apresentado pelo AD Aildo Biserra da Silva, conquistou o primeiro lugar na Maratona de Negócios Públicos.
O segundo lugar foi para Cantagalo (RJ),  com o projeto “Atuação das MPEs nas Compras Públicas de Forma Sustentável”, defendido pelo AD Jorge Braz Cardoso Ferreira.
Em terceiro lugar, ficou “Rede Integração”, de Linhares (ES), apresentado pelo AD Joel Liberato Santana.

domingo, 25 de outubro de 2015

Finalista da I Maratona faz parceria com hidrelétrica em Mato Grosso

Finalista da I Maratona faz parceria com hidrelétrica em Mato Grosso


Projeto capacita para os mercados público e privado no município de Paranaíta; autor da proposta, o Agente de Desenvolvimento Adão o Licieski vai disputar também a II Maratona de Negócios Públicos
Portal do Desenvolvimento Local
Vista da hidrelétrica de Teles Pires, em Mato Grosso, cuja construção contempla ações de apoio à economia local / Foto: CHTP
Vista da hidrelétrica de Teles Pires, em Mato Grosso, cuja construção contempla ações de apoio à economia local / Foto: CHTP

O Agente de Desenvolvimento (AD) da Prefeitura de Paranaíta, em Mato Grosso, Adão Licieski, enxergou na construção da Companhia Hidrelétrica Teles Pires (CHTP) a possibilidade de qualificar e preparar para os mercados público e privado Microempreendedores Individuais (MEIs) e donos de micro e pequenas empresas (MPEs) locais.
Com essa proposta, Adão ficou entre os 21 finalistas da I Maratona de Negócios Públicos, realizada em 2014 na cidade do Recife, pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Empresas (Sebrae) e pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM). E transformou a ideia em realidade: cursos e palestras são oferecidos a empresários e moradores de Paranaíta, que conta com forte expansão do empreendedorismo local.
“O projeto visa capacitar os MEIs e as MPEs para que possam participar das compras públicas e também das aquisições da iniciativa privada, impulsionando a economia local e trazendo novas oportunidades no mercado”, afirmou Adão ao Portal do Desenvolvimento Local.
Adão Licieski diz que participar da Maratona foi "experiência extraordinária" / Foto: Divulgação
Adão Licieski diz que participar da Maratona foi “experiência extraordinária” / Foto: Divulgação

Animado, o AD já se preparou para disputar a II Maratona de Negócios Públicos, cujas inscrições estão abertas até este domingo, dia 25 A experiência dele faz parte da série de reportagens deste Portal sobre os finalistas da I Maratona, com o objetivo de estimular até o próximo dia 25 as inscrições à II Maratona, que podem  ser feitas pelo link http://maratona.desenvolvimento.org.br.
“É uma experiência extraordinária fazer parte dessa Rede de Agentes de Desenvolvimento, um grande ganho profissional. Já estou com o projeto para este ano. Vou participar novamente”, adiantou o AD de Paranaíta.
O projeto Fortalecimento no Empreendedorismo propôs a contratação da consultoria do Sebrae de Mato Grosso, por meio dos programas de Compensação e Mitigação de Impactos Socioeconômicos e Ambientais destacados no Plano Básico Ambiental da Companhia Hidrelétrica.
Além disso, a iniciativa presta assessoria para a captação de recursos em instituições financeiras e incentiva a formalização de negócios.
Mais empreendedores
Em 2013, havia 405 MEIs no município de Paranaíta. Hoje, são mais de 530, um crescimento de 31% com perspectiva de aumentar anda mais, vislumbra o AD finalista.
Adão na I Maratona / Foto: Divulgaçao
Adão na I Maratona / Foto: Divulgaçao

Com os incentivos promovidos, mais empreendedores buscam formalizar seus negócios com objetivo de conseguir capital para a empresa e evitar o fechamento.
“Visamos o aumento da vida útil das empresas para manter o patamar que chegamos e a economia local aquecida”, aponta o AD de Paranaíta.
Atualmente, o projeto é realizado em parceria com a Hidrelétrica São Manoel, firmada por meio do auxílio do gerente da Agência de Alta Floresta, Roberto Dahmer.
São realizados seminários, visitas técnicas e cursos de atendimento ao cliente, financeiro, hotelaria, gastronomia, entre outros. No ano passado, em apenas uma instituição financeira, os financiamentos para os empreendimentos chegaram a R$ 250 mil. Este ano, o valor já foi ultrapassado.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Governo abre mercado ao priorizar compra da agricultura familiar em órgãos públicos


22/10/2015
O Ministério da Defesa será o primeiro órgão público federal a realizar a compra de alimentos da agricultura familiar e servirá de modelo para impulsionar outras aquisições de produtos diretamente dos pequenos produtores rurais
Blog do Planalto 
Decreto aumenta benefícios para pequenos produtores rurais em compras públicas. Foto: Carlos Alberto
Decreto aumenta benefícios para pequenos produtores rurais em compras públicas. Foto: Carlos Alberto
O governo federal abre um novo mercado para o agricultor familiar com a aprovação de decreto que dá prioridade ao setor nas contratações públicas de bens, serviços e obras. O Ministério da Defesa será o primeiro órgão público federal a realizar a compra de alimentos da agricultura familiar e servirá de modelo para impulsionar outras aquisições de produtos diretamente dos pequenos produtores rurais.
“Tudo é mais fresquinho e saudável quando sai direto do pequeno agricultor para as mãos do chef de cozinha”, garante o presidente da Cooperativa Mista Agropecuária dos Produtores Rurais de Minaçu (Cooapraçu), Gerônimo Barros. A organização, situada em Goiás, vai fornecer abóbora, abobrinha, quiabo, pepino, mandioca e jiló para os restaurantes da Defesa. A aquisição do ministério com esta chamada pública foi no valor de R$ 244 mil.
O decreto, publicado neste mês no Diário Oficial da União, também determina tratamento favorecido, diferenciado e simplificado para as microempresas e empresas de pequeno porte, microempreendedor individual (MEI) e sociedades cooperativas de consumo. Entre as novidades do texto está ainda a exclusividade para o setor nas contratações de até R$ 80 mil, regulamentando o que já estava previsto na Lei Complementar 123 de 2006. A partir de agora, os produtores rurais também poderão participar de outros processos licitatórios, como o pregão eletrônico.
“Esta medida vem para que o agricultor e cooperativas tenham outras possibilidades de participação nas compras públicas, junto a microempreendedores que receberão tratamento favorecido, diferenciado e simplificado”, disse o secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPog), Cristiano Heckert.
“Haverá maior incentivo para o setor nas aquisições realizadas pelos órgãos integrantes do Sistema de Serviços Gerais (Sisg)”, completou Heckert.
Promover o desenvolvimento econômico e social no âmbito local e regional, ampliar a eficiência das políticas públicas e incentivar a inovação tecnológica estão entre os principais objetivos do decreto. “O produtor sabe produzir, mas, às vezes, não tem para quem vender. Com certeza, um decreto que amplia a participação dos agricultores nas vendas públicas vai ajudar muito a aumentar a produção e a movimentar a economia regional”, agregou Gerônimo Barros. A Cooapraçu tem aproximadamente 170 cooperados.

Pioneirismo
O Ministério da Defesa já vem comprando alimentos da agricultura familiar para atender aos três restaurantes da Esplanada dos Ministérios desde julho de 2014. Neste ano, serão disponibilizados R$ 3,5 milhões para aquisição dos alimentos.

“Fomos piloto junto ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome para demonstrar aos outros órgãos que era possível contemplar os pequenos produtores e mostrar que já estamos prontos para fazer esta compra”, afirmou a coordenadora de licitações e compras da Pasta, Mônica Catanho, que também reconheceu a aprovação do decreto como um avanço ao possibilitar mais uma forma dos agricultores participarem do processo de compras governamentais.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Em tempos de crise, aumentam financiamentos para micro e pequenas empresas


19/10/2015
Cervejaria Recife foi beneficiada com empréstimos para fabricar produto artesanal

Adriana Guarda

Diogo Chiaradia e representantes do BNB assinaram financiamento Divulgação/BNB

Diogo Chiaradia e representantes do BNB assinaram financiamento
Divulgação/BNB

Neste verão, o consumidor de Pernambuco vai se deparar com novos rótulos de cerveja gourmet em bares, empórios e restaurantes. Os lançamentos vão sair do processamento artesanal da pequena indústria Cervejaria Recife, em fase de implantação no bairro da Guabiraba (Zona Norte). A empresa conseguiu financiamento de R$ 785 mil do Banco do Nordeste para a aquisição de máquinas, equipamentos e capital de giro. O negócio exemplifica o movimento da instituição financeira nos últimos anos de aumento de crédito para micro e pequenas empresas (MPEs). De janeiro a agosto deste ano, os financiamentos para as MPEs cresceram 33%, passado de R$ 102, 9 milhões para R$ 136,9 milhões.
Na avaliação da gerente-geral da agência Domingos Ferreira do BNB, Renata Moura Albert, o aumento da procura de micro e pequenos empresários por financiamento está relacionado a necessidade de empreender em tempos de crise. “O banco dispõe de linhas com condições de pagamento carência e taxa de juros atrativas ao investidor. No caso das MPEs estamos falando de empresas com faturamento bruto anual de até R$ 3,6 milhões. Para esse porte, a taxa de juros é de 8,24% ao ano, a carência chega a até 4 anos e o prazo de pagamento é de 8 anos”, detalha.

Para investidores adimplentes, o banco ainda oferece um bônus, que permite com que a taxa de juros caia para 7% ao ano. O limite máximo de financiamento é de R$ 3,4 milhões.
Ao longo dos últimos anos, os setores de comércio e serviços sempre dominaram a procura por empréstimo, mas tem crescido o financiamento a pequenas indústrias, a exemplo da Cervejaria Recife. Hoje, as MPEs respondem por 30% dos financiamentos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) .

A Cervejaria Recife tem capacidade para produzir 20 mil litros de cerveja e chope por mês. O produto, com marca em fase final de desenvolvimento, será comercializado no mercado pernambucano. O empreendimento é tocado pelo jovem empreendedor Diogo Chiaradia, de 31 anos. Com formação em engenharia de pesca e contabilidade, ele se diz um apaixonado por cerveja. Em 2007 viveu no Canadá e entrou em contato com o universo das cervejas artesanais. Como hobby, começou a produzir cerveja em casa.
“O mercado no Brasil está em plena expansão, crescendo numa velocidade de 10% ao ano. Apesar do avanço, o segmento ainda representa um nicho, com participação de apenas 0,9% no mercado cervejeiro. Nos Estados Unidos, a participação das artesanais chega a 15%. Acredito que na próxima década o Brasil poderá atingir patamar semelhante”, sugere Diogo.
O diferencial da cerveja e do chope será uma combinação de matéria-prima de alta qualidade, boas receitas e mestre cervejeiro experiente. A empresa tem parceria com o distribuidor exclusivo das maiores maltearias do mundo no fornecimento da matéria-prima, que está sediado no Paraná e importa dos principais berços mundiais da bebida, a exemplo da Alemanha, Bélgica e República Tcheca. O interesse pela produção artesanal fez com que Diogo fizesse cursos de Tecnologia Cervejeira na escola do Senai em Vassouras (RJ) e visitasse 20 microcervejarias para conhecer o processo. Diogo protagoniza a história de um hobby que virou empreendimento.

Confiança acelera mudanças e reduz custos do desenvolvimento


19/10/2015
Em palestra no 3º Fórum Mundial de Desenvolvimento Econômico Mundial, o coordenador de Agentes de Desenvolvimento do Sebrae Nacional, Pedro Valadares, recomenda o conceito da Confiança Inteligente entre os atores locais
Portal do Desenvolvimento Local
Pedro Valadares: atores locais devem agir com base no conceito de Confiança Inteligente / Foto: Divulgação
Pedro Valadares: atores locais devem agir com base no conceito de Confiança Inteligente / Foto: Divulgação
O desenvolvimento exige governança e coordenação entre os líderes locais baseadas no conceito da Confiança Inteligente: quanto maior for a confiança entre os atores maior será a velocidade das mudanças e menores serão os custos.
“Afinal, se você confia nos outros, você não perde tempo nem recursos para evitar ser traído”, recomendou o coordenador nacional de Agentes de Desenvolvimento do Sebrae, Pedro Valadares, ao participar, na semana passada, do 3º Fórum Mundial de Desenvolvimento Econômico Local.
O evento foi realizado em Turim, na Itália, com a participação de representantes de diversos países e instituições internacionais, inclusive o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon.
Na exposição “Redes e competitividade sistêmica”, Valadares usou o tripé da Confiança Inteligente:  Mais Confiança, Mais Velocidade e Menos Custo.
O expositor inspirou-se no conceito de “Desenvolvimento como Liberdade” adotado por Amartya Sen, escritor e economista indiano. Em 2008, ele venceu o Prêmio Nobel de Economia por seu trabalho sobre a economia do bem-estar social.
“Sen diz que desenvolvimento é o aumento das liberdades reais das pessoas”, afirmou Valadares, que é analista da Unidade de Políticas Públicas e Desenvolvimento Territorial (UPPDT) do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
“Por exemplo, se alguém passa fome, não tem liberdade real de buscar seus sonhos, pois está preocupado com a próxima refeição”, comparou.
Na apresentação, o coordenador usou também o conceito de libertação usado pelo educador brasileiro Paulo Freire (1921-1997), um dos pensadores mais notáveis da pedagogia mundial.
“Ninguém liberta ninguém. Ninguém se liberta sozinho. As pessoas são libertadas em comunhão um com o outro”, foram frases de Freire incluídas na apresentação.
Liderança para o Desenvolvimento Regional
Para promover o Desenvolvimento Econômico Local, o palestrante pontou os principais objetivos do trabalho desenvolvido pelo Sebrae como organização sem fins lucrativos: “Identificação de líderes locais que promovam o diálogo; Redução de custos; Criar uma visão do futuro da região; Identificação dos recursos disponíveis; Desenvolvimento de projetos e treinamento para a implementação do planejamento”.
O Passo a passo sugerido pelo analisa para a promoção do Desenvolvimento Local envolve as seguintes etapas: Construção participativa da história da região; Desenvolvimento de liderança empreendedora; Formulação estratégica do desenvolvimento; Gestão estratégica do desenvolvimento; e Institucionalização da governança”.
Nessa linha, o Sebrae desenvolve o Programa Líder – Liderança para o Desenvolvimento Regional. Trata-se de programa de mobilização, qualificação e integração de lideranças para o alinhamento das demandas no plano local com o objetivo de promover o desenvolvimento regional sustentável.
Na apresentação, o expositor mostra os principais entraves do Paradigma da Escassez: “Não temos recursos suficientes para todos; Temos medo de não ter o suficiente para o futuro; Nós estocamos o que temos; Há menos recursos disponíveis; Os aumentos de preços; Há mais pessoas excluídas”.
Em contraposição, expôs as principais ações do Paradigma da Abundância: “Colaboramos fazer criar mais riqueza; Aumentamos o fluxo; Diminuímos os custos; Tornamo-nos mais inclusivos; Temos o suficiente para todos; Acreditamos que vamos ter o suficiente para todos”.
Histórico do Fórum
O evento realizado em Turim é parte de um processo iniciado em 2011 com a organização do primeiro Fórum Mundial de Desenvolvimento Econômico Local, que abordou o tema “Planejamento, Economia e Governação Local : novas perspectivas para tempos de mudança ” .
O Fórum foi realizado em Sevilha (Espanha) em outubro de 2011 e proporcionou a oportunidade de apresentar as experiências territoriais de 47 países sobre como preencher a lacuna entre a contextualização do desenvolvimento econômico e sua aplicação prática para o desenvolvimento humano sustentável.
Em outubro de 2013, o II Fórum Mundial de Desenvolvimento Econômico Local aconteceu em Foz do Iguaçu, Paraná.  Foi o maior evento já realizado pela Itaipu Binacional e parceiros, como o Sebrae, com um público recorde de 4,2 mil pessoas de 58 países. O Fórum discutiu caminhos para que cidades do mundo todo, incluindo as da região de Foz do Iguaçu, possam se desenvolver de forma sustentável, com base em prática e projetos realizados com sucesso em outras localidades, para ampliar as oportunidades de melhorar a vida da população.