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quinta-feira, 10 de julho de 2014

Nova lei das licitações entra em pauta depois da Copa

 

BRASÍLIA – O projeto da nova Lei de Licitações quebra o princípio do menor preço, desburocratiza os processos, estabelece a adoção de critérios para estabelecer o melhor preço …
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O projeto da nova Lei de Licitações quebra o princípio do menor preço, desburocratiza os processos, estabelece a adoção de critérios para estabelecer o melhor preço para a administração pública e valoriza o fornecedor local.
São essas algumas das principais novidades reunidas na proposta elaborada por uma comissão especial que está na pauta do esforço concentrado do Senado previsto para a próxima semana. Não há, porém, acordo entre os líderes para votação direto no plenário, sem passar por três comissões temáticas – Justiça, Infraestrutura e Assuntos Econômicos.
Na proposta, formulada pela senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), é estabelecido que a comissão de licitação deve levar em conta outros critérios para definir se o menor preço (fator preponderante na Lei 8.666/1993, a atual Lei de Licitações) deve ser o melhor para a administração pública. Isso deve ser observado especialmente em obras e serviços especializados. .
“Segue-se, por isso, aqui também, a lógica de que em casos de bens e serviços, quando especiais, de mais complexa identificação no mercado, o preço, por si, não deve ser central para a contratação, sob risco de comprometimento da execução contratual”, afirma o relatório da proposta, assinado pela senadora Kátia Abreu, como relatora, e pelo senador Waldemir Moka (PMDB-MS), como relator-revisor.
O projeto significa uma ampla reforma da Lei de Licitações. Elimina, por exemplo, a carta-convite e a tomada de preços, e revoga algumas leis em vigor, como a própria 8.666/1993 e as que instituíram o regime diferenciado de contratações públicas (12.462/2011) e o pregão (10.520/2002).
A matéria também incorpora as novidades trazidas ao processo licitatório pelo RDC, inclusive com relação à inversão de fases (primeiro, o preço; depois, a documentação do vencedor).
Kátia Abreu apontou duas vantagens nessa inversão: gera economia para a administração, que examina apenas a habilitação do vencedor; e dificulta a manipulação da licitação por cartéis, por impedir “a ação conjunta de grupos de licitantes sobre concorrentes não participantes do conluio”.
O RDC foi criado pelo governo, primeiramente para as obras relacionadas à Copa e às Olimpíadas de 2016. Depois foi incorporada para obras de educação, saúde, presídios e até do PAC.
O projeto elimina uma burocracia considerada medieval – a rubrica de todos os documentos apresentados na licitação pelos concorrentes e pela própria administração pública.
Outra novidade é a emenda do senador Francisco Dorneles que estabelece seguro-garantia de 30% nos contratos acima de R$ 100 milhões (hoje é de 5%). As propostas serão consideradas inexequíveis se forem inferiores a 80% do orçamento da administração públicas.
Licitações presenciais
Outra novidade, bastante reivindicada por entidades de municípios e de micro e pequenas empresas, a exemplo do Sebrae, é a realização de licitações presenciais, conferindo atenção a mercados e fornecedor local.
Em um dos artigos, o projeto torna “explícita a admissão das licitações presenciais nos casos de obras e serviços de engenharia cujo valor estimado for inferior a R$ 1.500.000,00 [um milhão e quinhentos mil reais] e de compras e de outros serviços, cujo valor estimado seja inferior a R$ 150.000,00 [cento e cinquenta mil reais]“. Ou seja, os fornecedores locais terão mais chances de participar e ganhar as licitações.
No que se refere ao Termo de referência, o projeto estabelece que o Termo de Referência, documento que orienta a licitação, deve também dar atenção ao mercado local quando houver parcelamento da aquisição de bens e da contratação de serviços. Segundo o texto, o licitante deve observar “a necessidade de aproveitar as peculiaridades do mercado local, visando a economicidade, sempre que possível, desde que atendidos os parâmetros de qualidade”. A matéria já recebeu 54 emendas, 30 delas do senador Francisco Dorneles (PP-RJ), que foi designado para relatar a matéria na Comissão de Infraestrutura. O texto ainda passa por tramitação nas comissões de Assuntos Econômicos e de Constituição e Justiça antes de ir ao plenário.
Dispensa e exigibilidade
Outra inovação introduzida pelo projeto é a responsabilização solidária da empresa ou prestador de serviços pelo dano causado ao erário na contratação direta indevida, por dispensa ou inexigibilidade de licitação. De acordo com o projeto, a autoridade máxima da administração contratante e os tribunais de contas deverão avaliar, periodicamente, o desempenho dos agentes que motivem ou autorizem a contratação direta indevida, promovendo a responsabilização, quando verificada irregularidade. A proposta da comissão veda a contratação direta para a execução de atividades técnicas especializadas relacionadas, direta ou indiretamente, a obras e serviços de engenharia ou arquitetura.

Publicado por Redação/Rede de Prefeitos Empreendedores em 10/07/2014

Supersimples agora vai

 

Um dos itens praticamente consensuais no esforço concentrado do Senado é a nova revisão da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas
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O Senado listou 20 matérias para votação no esforço concentrado previsto para a próxima semana, no período de 15 a 17 de julho. Um dos itens praticamente consensuais é a nova revisão da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas. Para o relator da matéria, Eunício de Oliveira (PMDB-CE), a meta é aprovar o texto do jeito que veio da Câmara dos Deputados para assegurar o envio da matéria para a sanção presidencial. Antes do começo da campanha eleitoral.Como estratégia, o governo vai reforçar a promessa de que em 90 dias será feita uma revisão das faixas de alíquotas do Supersimples para as empresas do setor de serviços, cujo acesso será assegurada ainda com custo mais alto para vários segmentos. Sintético, Oliveira assinalou em seu parecer: “Essa é uma matéria extremamente importante. Ela facilita a criação de novas empresas, ela facilita a criação de empresas em bairros e em pequenas cidades. Vai incluir 2 milhões de novas empresas”.Sem diferença de preços Uma das matérias que prometem polêmica é a proposta que susta os efeitos da Resolução 34/1989 do Conselho Nacional de Defesa do Consumidor, que proíbe ao comerciante estabelecer diferença de preço de venda quando o pagamento ocorrer por meio de cartão de crédito.Essa é uma antiga reivindicação dos comerciantes porque impede a negociação mais vantajosa para consumidores interessados em pechinchar compras com pagamento a vista.Cancelamento de serviços no Código do Consumidor O cancelamento de serviços pelo cidadão pode ficar mais fácil, a exemplo do que já passou a ser adotado para as operadoras de telefonia. É o que prevê projeto de lei do senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) e que já tem parecer favorável do relator, senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).A proposta leva para o Código de Defesa do Consumidor (CDC) as garantias dadas pelo Decreto 6.523/2008 ao consumidor que desejar cancelar serviços regulados pelo poder público federal. Cássio Cunha Lima observa, entretanto, que a inserção destas regras no CDC vai tornar obrigatório seu cumprimento pelos fornecedores em geral.Intoxicação em cultivos de agrotóxicos A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados promove, nesta sexta-feira, na Câmara de Vereadores de Teixeira de Freitas (BA), o “Seminário sobre o impacto socioambiental, econômico e sobre a saúde do trabalhador advindo da monocultura do eucalipto”. A discussão foi solicitada pelos deputados federais Amauri Teixeira (PT-BA) e Dr. Rosinha (PT-PR).”Não somos contra a produção de celulose , mas queremos uma produção com sustentabilidade, com uso de agrotóxicos limitado monitorado pelos órgãos responsáveis. Tenho um projeto de lei que disciplina o uso de agrotóxicos , inclusive com rastreio das embalagens através de chip” destaca Amauri.Exportações de serviços de engenharia O diretor internacional do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luiz Eduardo Melin, defendeu, na Câmara dos Deputados, a necessidade de aumento do financiamento para as exportações de serviços de engenharia. Ele disse que, embora o setor venha apresentando crescentes superavits nos últimos dez anos, é preciso manter esse comércio em níveis altos. Disse que participação do Brasil no mercado global de serviços de engenharia é de apenas 2,3% – percentual que considerou “extremamente modesto”. Como alternativa, o diretor apontou a elevação de investimentos via BNDES e Fundo de Garantia à Exportação (FGE). Ele afirmou que, enquanto nos Estados Unidos a média anual de injeção de recursos no setor foi de 18,6 bilhões de dólares entre 2008 a 2012, no Brasil a média não alcançou a cifra de 3 bilhões de dólares.
 
Publicado por Redação/Rede de Prefeitos Empreendedores em 10/07/2014

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Quase metade dos microempreendedores estão com impostos atrasados

 

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Brasília: Cinco anos após a criação da figura jurídica do MEI (Microempreendedor Individual), que permite a formalização de pessoas que atuam por conta própria e faturam até R$ 60 mil por ano, mais de 4,1 milhões de empreendedores aderiram ao programa, segundo levantamento do Sebrae Nacional.
Porém 45% destes estão inadimplentes no pagamento de seus tributos, que ficam em torno de R$ 40 ao mês (varia conforme a categoria profissional), de acordo com dados da Secretaria da Micro e Pequena Empresa.
Esta inadimplência e o não envio da declaração anual podem levar a perda dos benefícios oferecidos aos MEIs, multa e juros até o pagamento dos carnês em atraso e a exclusão do programa.
Para tentar diminuir o número de atrasos, os carnês para o pagamento dos tributos estão sendo enviados pelo correio -antes era preciso imprimir os boletos pela internet.
FORMALIZADOS
Dentre as 470 atividades que podem aderir ao MEI, as que tiveram mais formalizações foram veendedores de roupas, cabeleireiros e pedreiros. Juntos, elas correspondem a 22% dos MEIs, diz o Sebrae.
Entre os benefícios da formalização estão a obtenção de um CNPJ e o direito a aposentadoria e licença maternidade. O empreendedor Ele também pode contratar um profissional que receba até um salário mínimo.
A formalização do MEI pode ser feita de forma gratuita, na internet, no Portal do Empreendedor (www.portaldoempreendedor.gov.br), no campo Formalize-se.
 
Publicado por Redação/Rede de Prefeitos Empreendedores em 02/07/2014
 

O empreendedor brasileiro pensa pequeno?

 

Inovação é a palavra do momento, mas poucos empreendedores são realmente desruptivos. O motivo para isso pode estar no comércio internacional brasileiro
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Há atualmente no Brasil um determinado posicionamento que frequentemente se manifesta no seguinte conjunto de afirmações: o empreendedor brasileiro “pensa pequeno” e isso prejudica a inovação no país; o empresariado brasileiro não investe em inovação, e isto contribui para o nosso atraso econômico relativo; não existem recursos para a inovação; é difícil inovar no país, e por aí vai. Até que ponto essas afirmações têm fundamento?
O argumento que queremos defender neste artigo é de que essas afirmações são sintomas de um país que tem uma economia ainda muito fechada ao comércio exterior. Ou seja, nossa relação do fluxo do comércio (exportações mais importações) em relação ao PIB – Produto Interno Bruto – (o denominado coeficiente de comércio) tem permanecido numa média de 22% ao longo dos últimos anos, que é muito baixo quando se compara com as taxas de alguns países, como: China (53,1%), Índia (48,1%), Rússia (51,4%), África do Sul (56,4%), Chile (69,4%), entre outros.
 
Num país voltado principalmente para sua economia doméstica, com significativas barreiras ao comércio internacional e poucos incentivos efetivos à inovação, é natural se observar uma postura acomodatícia por parte dos empreendedores e empresários. E tudo isso tem a ver com o entendimento do real sentido do ato de inovar.
Inovação não é um ato voluntarista como geralmente se pensa. Inovação é um processo de resposta a incentivos, principalmente econômicos. No passado se acreditava que a inovação devia declinar com a competição, à medida que mais competição reduzia as rendas de monopólio que premiavam os inovadores de sucesso. Hoje se percebe que os incentivos à inovação dependem não somente das inovações a posteriori per se, mas muito mais das diferenças entre as rendas pós e pré-inovações.
Logo, a competição pode estimular inovações e crescimento econômico, já que pode reduzir as rendas pré-inovações das empresas bem mais do que reduzir suas rendas pós-inovação. Em outras palavras, a competição pode aumentar os lucros incrementais de inovar, e, portanto, encorajar investimento voltado a “escapar da competição”.
Como o Brasil tem uma economia ainda muito fechada ao comércio internacional, isto significa que existe um ambiente pouco favorável à competição estrangeira. Se não há competição, os empresários se sentem pouco estimulados a inovar para “escapar da competição”. Ou seja, a questão não é que o empreendedor brasileiro “pensa pequeno”; simplesmente, apesar de o brasileiro ser muito criativo, o ambiente econômico do país não incentiva plenamente a inovação, nem tampouco o estimula a pensar sobre as oportunidades do mercado internacional!
Mas existem recursos para investimento em inovação no país? Há hoje em dia um conjunto bastante diverso de fontes de investimento à inovação no país. A questão central é, de um lado, que o acesso a este conjunto de fontes de investimento é restrito àquelas empresas que têm equipes capacitadas para a elaboração de bons projetos de inovação.
Por outro lado, as metodologias nas quais estes projetos são analisados não são tão transparentes quanto deveriam, tampouco são transparentes os requisitos de capacitação de quem avalia tais projetos (entender de ciência e tecnologia é um requisito necessário, mas inovação é para quem entende de negócios). Ademais, há uma questão do timing: nem sempre os prazos de preparo, julgamento e liberação dos recursos para a inovação são adequados ao timing daquela inovação em que se pretende investir.
E qual seria uma estratégia para superação destes obstáculos? O Brasil precisa urgentemente abrir sua economia ao comércio internacional; voltar-se apenas à sua economia doméstica é um erro fatal. Precisamos reconquistar os elos que já tivemos com algumas Cadeias Globais de Valor – CGVS, manter e fortalecer os elos com aquelas pouquíssimas empresas com acesso a algumas CGVs, e conquistar o acesso a CGVS novas e emergentes. O exemplo do sucesso recente das economias asiáticas é bem emblemático deste caminho.
*José Carlos Cavalcanti é PhD em economia pela Universidade de Manchester e sócio-diretor da Creativante.
 
Publicado por Redação/Rede de Prefeitos Empreendedores em 02/07/2014
 

terça-feira, 24 de junho de 2014

Preferência de 25% para brasileiros

 

Governo unificou percentual para compras públicas até o ano de 2020. Com a medida, produtos e serviços nacionais, que sejam até 25% mais caros que os importados, terão preferência nas licitações

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                  O governo unificou em 25% a margem de preferência para as compras públicas, anunciou o Ministério da Fazenda. O percentual será aplicado até 2020 nas licitações federais para produtos manufaturados e serviços nacionais. Com a medida, produtos e serviços nacionais que sejam até 25% mais caros que os importados terão preferência nas licitações. Atualmente, existem diversas margens de preferência, que variam de 8% a 25% conforme o setor.
Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a medida não fere nenhuma prática comercial internacional porque é usada por diversos países desenvolvidos para estimular as indústrias locais. “As margens de preferência foram inspiradas no Buy American Act (Ato de Compra Americano), praticado nos Estados Unidos”, justificou Mantega.
Além da unificação das margens de preferência, o ministro anunciou o reforço na fiscalização dos requisitos de conteúdo nacional na obtenção de financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e no Programa Inovar Auto, que oferece desconto de até 30 pontos percentuais no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para fabricantes de automóveis que investem em pesquisa e inovação dentro do País.
Um grupo de trabalho com representantes dos ministérios da Fazenda, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, do BNDES e da Confederação Nacional da Indústria (CNI) será criado para monitorar o cumprimento das exigências de conteúdo local. Segundo os empresários, financiamentos e benefícios fiscais têm sido concedidos a empresas que não obedecem aos índices mínimos de conteúdo nacional em seus produtos.
Mantega aproveitou ainda para reforçar medidas que já haviam sido anunciadas, como a isenção de Imposto de Renda (IR) no ganho de capital de ações de empresas de porte médio e a prorrogação, por cinco anos, da alíquota zero do IR para debêntures (títulos privados) de projetos de infraestrutura, de educação, saúde e investimentos ambientais.
O ministro anunciou ainda estudos para ampliar o Programa Brasil sem Burocracia. Um grupo de trabalho com representantes do governo e da indústria discutirá medidas para simplificar a tributação e reduzir o prazo de abertura de empresas.
As medidas foram anunciadas após a reunião do Fórum Nacional da Indústria no Palácio do Planalto. O grupo, que engloba empresários de 36 setores, tem mantido reuniões periódicas desde maio com a presidente Dilma Rousseff e a equipe econômica.
“As margens de preferência foram inspiradas no Buy American Act (Ato de Compra Americano), praticado nos Estados Unidos”

Guido Mantega,ministro da Fazenda

Agentes estimulam desenvolvimento

 

                                                  A maioria dos municípios que possuem Agentes de Desenvolvimento Local (ADs) possuem entre 10 e 50 mil habitantes. Essa é a conclusão de uma pesquisa feita pelo Sebrae no Desenvolvimento Territorial que analisou a quantidade de agentes em todos os municípios brasileiros.
Para se ter uma ideia da distribuição dos agentes no território nacional, 50% dos municípios que possuem mais agentes estão delimitados em cidades com até 50 mil habitantes. Isso reforça o papel dos agentes em economia que não necessariamente possuem grandes movimentações financeiras. Com isso, os agentes tornam-se fundamentais para o desenvolvimento local, pois podem acompanhar os principais indicadores e informações qualitativas e quantitativas relativas ao município, envolvendo gestores públicos e empresários.
Para o analista da unidade de desenvolvimento territorial do Sebrae e coordenador da Rede Nacional de Agentes de Desenvolvimento, Pedro Valadares, “os municípios menores não têm tanto recurso para sustentar estruturas robustas. Logo, o Agente tem um papel fundamental na articulação dos atores que promovem o desenvolvimento econômico local”.
Na região Norte, 53% dos municípios com população entre 10 e 50 mil habitantes concentram a maior quantidade de agentes. No Centro-Oeste e no Sudeste , são 50% dos municípios e, na região Nordeste, esse número sobe para 60% dos municípios. A região Sul se diferencia do restante do país, pois nela verifica-se que maior quantidade de agentes de desenvolvimento está centralizada em municípios com até 10 mil habitantes (47%).
Veja o detalhamento do levantamento nos gráficos a seguir:
 
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quinta-feira, 12 de junho de 2014

Na Copa, o boné é nacional

 

Durante o maior evento esportivo do planeta, a expectativa
é produzir até 10 milhões do produto e faturar cerca R$ 30 milhões
 
Produção de bonés teve autorização da Fifa para vender produtos da Copa

Produção de bonés teve autorização da Fifa para vender produtos da Copa
 
A cidade dos bonés começou a comemorar a Copa Mundial de Futebol antes mesmo de o evento começar. A venda de 6 a 10 milhões de bonés, licenciados pela Fifa, alvoroçaram Apucarana, no Paraná, e renderam ao prefeito Carlos Alberto Gebrim Preto o título de Vencedor Estadual de 8º Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor na categoria Pequenos Negócios nos Eventos Esportivos.
O projeto “Na Copa do Mundo o Boné é Nosso” teve como primeira vitória a assinatura de contratos entre o Arranjo Produtivo Local (APL) de Bonés com a ADM, agência de publicidade dos patrocinadores da Copa, e com a Globo Marcas, que é responsável pelos licenciamentos da FIFA no Brasil. Após várias negociações, saiu a autorização para que a produção dos já famosos bonés com a marca da Copa.
“Estamos estimulando as empresas a criarem suas marcas próprias, contribuindo para a geração de mais empregos neste segmento de confecções que já é o que mais oferta postos de trabalho no município”, recomenda o prefeito.
Desde 2005 com a criação da ANIBB (Associação Nacional das Indústrias de Bonés, Brindes e Similares), o parque industrial do ramo dispõe hoje de um maquinário que dá qualidade e competitividade aos produtos, como a fábrica de tecidos específicos para bonés.
Excelentes expectativas
A expectativa é chegar a R$ 30 milhões só com a venda dos bonés. Maria Fortuna, presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário (Sivale), classifica a Copa como um megaevento capaz de proporcionar crescimento, qualidade de vida, mais emprego e faturamento às empresas do município.
Jaime Leonel, empresário que participa da Governança do APL de Bonés, recorda que o maior estímulo partiu do Sebrae ao defender a fabricação nacional dos produtos vendidos na Copa. Assim, à Apucarana coube seu principal produto: o boné.
 
 

Publicado por Redação/Rede de Prefeitos Empreendedores em 12/06/2014

Sebrae renova parceria com Tribunais de Contas

 

Gestores públicos que não adotarem a Lei Geral das Pequenas Empresas podem ter contas rejeitadas; resolução sobre a fiscalização da Lei será apreciada no encontro nacional dos TCs
Projeto Prosperar
Bruno Quick (ao centro), Valdecir Pascoal (à esquerda) e Sebastião Helvecio: parceria pelo cumprimento da lei dos pequenos negócios


Bruno Quick (ao centro), Valdecir Pascoal (à esquerda) e Sebastião Helvecio: parceria pelo cumprimento da lei dos pequenos negócios
 
BRASÍLIA – O Sebrae Nacional, os Tribunais de Contas e as Escolas de Contas renovaram ontem por mais dois anos a parceria denominada de Projeto Prosperar para reforçar a sensibilização e o cumprimento da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas no País. Os gestores públicos que não adotarem as regras podem sofrer sanções, multas e ter suas contas rejeitadas.
Em agosto, durante encontro nacional dos TCs, será submetida à deliberação uma minuta sobre a fiscalização do cumprimento da legislação de apoio aos pequenos negócios, principalmente no que se refere ao tratamento diferenciado do segmento nas compras governamentais.
A prorrogação da parceria foi assinada pelo presidente da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), Valdecir Pascoal, pelo presidente do Instituto Rui Barbosa (IRB), Sebastião Helvecio, e pelo gerente da Unidade de Políticas Públicas (UPP) do Sebrae Nacional, Bruno Quick, e pelo coordenador do Projeto Prosperar, Narceu Almeida.
“A renovação dessa parceria ratifica o desejo da Atricon de trabalhar com o Sebrae em um tema importante que tem a ver com o desenvolvimento econômico e o empreendedorismo”, afirmou Pascoal.
Na avaliação do presidente da Atricon, os Tribunais de Contas devem estar bastante atentos ao cumprimento da Lei Geral, especialmente no que se refere às compras governamentais.
Em relação à nova parceria com o Sebrae, o presidente do IRB adiantou que a nova etapa das ações conjuntas envolverá a capacitação dos servidores de controle externo para fiscalizar o cumprimento da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, com destaque para as licitações públicas. “As compras governamentais das prefeituras podem servir para estimular os empreendedores dos municípios”, citou Helvecio.
“Estamos renovando o convênio, sensibilizando os tribunais de contas para que fiscalizem o cumprimento efetivo da lei, conscientizem os gestores públicos da importância da implementação e da estruturação de uma logística municipal para dar efetividade à norma”, afirmou Pascoal, que também é presidente do Tribunal de Contas de Pernambuco.
Ficou acertado que durante o IV Encontro Nacional dos Tribunas de Contas, a ser realizado no período de 4 a 6 de agosto, em Fortaleza, será discutida a aprovação de uma minuta de resolução da Atricon, “com várias cláusulas e diretrizes para que os tribunais de contas possam aprimorar ainda mais essa fiscalização”, explicou o presidente da entidade.
Sanções
Pascoal alertou que os gestores públicos poderão sofrer sanções, se as regras da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas não forem aplicadas.
“É uma regra, é uma lei em vigor no País. Se depois de conscientizados, se continuarem descumprindo o Estatuto da Micro e Pequena Empresa, podem sofrer sanções, culminando até com a aplicação de penalidades pecuniárias, multas e contas rejeitadas por parte dos tribunais. Essa é uma lei que precisa cada vez mais sair do papel. É uma garantidora do desenvolvimento nacional. A Constituição estabelece no artigo 3º que é dever do Estado, dos órgãos de controle e de gestores, assegurar o desenvolvimento nacional”. destacou.
Resultados
O gerente da Unidade de Políticas Públicas elogiou a parceria e mostrou os resultados alcançados em termos de implementação da Lei Geral pelas administrações municipais. “Há uma linha ascendente desde que houve maior entrosamento entre o Sebrae e os Tribunais de Contas”, afirmou.
Levantamento apresentado na reunião pelo coordenador do Projeto Prosperar, Narceu Almeida, mostra que, desde março de 2013, quando houve o evento nacional “Tribunas de Contas e o Desenvolvimento Local”, até abril de 2014, foi registrado um aumento de 103% no número de municípios com a Lei Geral implementada. Isso acontece quando a administração municipal regulamenta a legislação, dá preferência aos pequenos negócios nas compras governamentais, cria condições para a formalização de microempreendedores individuais e nomeia agentes de desenvolvimento. Nesse período, a implementação da lei passou de 860 para 1.743 municípios.
Veja gráfico:
Evolução
 
 
 

Publicado por Redação/Rede de Prefeitos Empreendedores em 10/06/2014

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Conheça os Vencedores do Prêmio Prefeito Empreendedor

 

12 projetos foram premiados no final da seleção e avaliação de 1.348 projetos inscritos

O Sebrae divulgou nesta terça-feira (03/06) a lista dos Vencedores Nacionais da 8ª edição do PSPE
 
O Sebrae divulgou nesta terça-feira (03/06) a lista dos Vencedores Nacionais da 8ª edição do PSPE
BRASÍLIA - O Sebrae divulgou nesta terça-feira (03/06) a lista dos Vencedores Nacionais da 8ª edição do Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor (PSPE). É o resultado final da seleção e avaliação que envolveu 1.348 projetos inscritos, proporcionando 118 finalistas com 123 projetos inscritos sobre desenvolvimento sustentável com o apoio aos pequenos negócios.
Livro sobre as experiências vitoriosas em todo o Páis pode ser acessado em: http://goo.gl/vquHw5
O grande vitorioso do chamado Oscar dos Municípios Empreendedores foi o prefeito Vinicius Farah, de Três Rios no Rio de Janeiro. Ele é bicampeão do PSPE, vencendo pela segunda vez na categoria Região Sudeste.
Houve também uma homenagem especial por Mérito Empreendedor a Altair Cardoso Rittes
Prefeito de Dionísio Cerqueira, Santa Catarina, por apresentar projeto que trata de consórcios municipais.
Na categoria Melhor Projeto por Região, os demais vencedores regionais foram os seguintes com seus respectivos municípios e projeto:
 
Região Norte
Paulo Pombo Tocantins
Prefeito de Paragominas – PA
Projeto: Paragominas Município Verde
 
Região Nordeste
Douglas Lucena Moura de Medeiros
Prefeito de Bananeiras – PB
Projeto: Bananeiras Cidade Empreendedora
 
Região Centro-Oeste
Maurílio Ferreira Azambuja
Prefeito de Maracaju – MS
Projeto: SIMPAF – Fortalecendo a Agricultura Familiar através da Certificação de Qualidade
 
Região Sul
Nestor Tissot
Prefeito de Gramado – RS
Projeto: As Pequenas Empresas em Face do Maior Evento Natalino do Brasil: Natal Luz de Gramado
 
Mérito Empreendedor
Consórcios Intermunicipais
Altair Cardoso Rittes
Prefeito de Dionísio Cerqueira – SC
Projeto: Consórcio Intermunicipal da Fronteira: unindo forças para o desenvolvimento.
Nos destaques temáticos, os Vencedores Nacionais foram os seguintes:
 
Implementação da Lei Geral
Cícero Neco Morais
Prefeito de Estreito – MA
Projeto: Lei Geral Promove o Desenvolvimento Local de Estreito
 
Compras Governamentais
Eduardo Medeiros Cabral
Prefeito de Cristália – MG
Projeto: “O Futuro é Agora”
 
Desburocratização
Charles Fernandes Silveira Santana
Prefeito de Guanambi – BA
Projeto: Guanambi: Cidade Empreendedora Pequenos Negócios no Campo
Ricardo Fávaro Neto
Prefeito de Itaquiraí – MS
Projeto: Gereleite 1 – Fortalecendo O Homem Do Campo Pequenos Negócios nos Eventos Esportivos
José Rechuan Junior
Prefeito de Resende – RJ
Projeto: A prática de esportes fomentando o desenvolvimento econômico através do turismo
 
Novos Projetos
Laurez da Rocha Moreira
Prefeito de Gurupi – TO
Projeto: InovaGurupi – Ciência & Tecnologia para o Desenvolvimento Sustentável
 
 
Publicado por Redação/Rede de Prefeitos Empreendedores em 04/06/2014

Nova ferramenta do Sebrae ajuda no planejamento municipal

 

Tela de apresentação do novo Sistema de planejamento municipal, o NIT (Foto: Reprodução)
 
Tela de apresentação do novo sistema de planejamento municipal, o NIT (Foto: Reprodução)
Para ampliar a qualidade e a precisão no planejamento municipal, os gestores agora dispõem de uma nova ferramenta online, criada pelo Sebrae. É o Núcleo de Inteligência Territorial (NIT). O acesso poderá ser pelo endereço www.nit.sebrae.com.br .
Trata-se de um sistema de fácil acesso e manuseio que reúne em uma plataforma séries históricas de dados socioeconômicos. Essas informações vão subsidiar análises para planejamento e aferição de resultados nos projetos de desenvolvimento econômico territorial. São 24 indicadores distribuídos em 7 temas.
Com o NIT é possível realizar inúmeras consultas e comparações. O sistema disponibiliza dados de todos os 5.570 municípios. Também abrange 4 recortes territoriais compostos por: 558 Microrregiões do IBGE, 137 Mesorregiões do IBGE, 120 Territórios da Cidadania e 344 Escritórios Regionais do Sebrae.
“Esta é uma ferramenta poderosa que tem muito a contribuir com o planejamento, monitoramento e avaliação dos nossos projetos e ações, sem a pretensão de criar um indicador de desenvolvimento territorial”, explicou André Spínola, gerente nacional de Desenvolvimento Territorial do Sebrae, ao divulgar a ferramenta. “O sistema abrange aspectos fundamentais para construção de um retrato municipal e territorial amplo e detalhado, do ponto de vista econômico, de forma a orientar a definição de estratégias e ações em prol do desenvolvimento territorial.”
Spínola ressaltou que o NIT está no ar, mas é comum na implantação de novos sistemas a necessidade de ajustes. Ele observou que o time envolvido com esse projeto está de prontidão para resolver eventuais problemas e tirar dúvidas. Ele destacou o trabalho dessa equipe, “Karina Santos, Cecília Miranda e Cadu Santiago, e dos colegas da UTIC, Maysa Moura e Wander Pereira (gerente)”.

Publicado por Lotus Comunicação em 05/06/2014